Author name: Don Policarpo

Escritor, poeta, compositor. Lançou Maçã, A Árvore dos Alados e A Magia da Poesia Cantante Vol.2, entre outros. O autor convida todos a se entenderem como cidadãos de um mundo profundamente lesionado pela crise ambiental, com uma linguagem lúdica, as obras ressaltam a necessidade de proteger o planeta, a importância da educação familiar e ambiental, além da valorização da memória ancestral e afetiva.

Arte

Café com Poemas: quando a arte é cultivada em coletivo

Fazer parte do Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba é, antes de tudo, um gesto de pertencimento. Um compromisso com a ideia de que a arte não nasce para ficar guardada, mas para circular, encontrar pessoas, provocar encontros e criar raízes. É nesse espaço que Don Policarpo se reconhece: onde a poesia floresce no contato, onde cada voz importa e cada poema encontra chão fértil para existir. O movimento entende que artistas não crescem sozinhos, eles se fortalecem em coletivo, na escuta, na troca e na presença real. O Café com Poemas vai além do palco ou da leitura. Ele cultiva encontros. Valoriza artistas independentes, fortalece a cultura local e abre espaço para outras culturas dialogarem entre si. Cada edição é um lembrete de que a arte ainda é uma das formas mais potentes de aproximação humana. Ali, ninguém é invisível. Cada verso carrega uma história, cada artista é tratado como semente em processo de crescimento. É café servido quente, poesia compartilhada sem pressa e cultura sendo construída de dentro para fora. Movimentos assim não apenas resistem, eles transformam.E Don Policarpo segue caminhando onde a palavra encontra abrigo, onde a arte é gesto coletivo e onde a poesia continua sendo um ato de cultivo. POST AQUI   ☕📖🌿  

Músicas

Lala e o Arco-Íris que Não Chegou ao Fim

No caminho para casa, Lala sentia como se tivesse retirado uma tonelada das costas. Era a sensação exata de quem consegue sair de um buraco profundo, de um quarto escuro sem janelas, ou melhor, de uma janela antes embaçada que, após a limpeza, finalmente permite enxergar o mundo lá fora. Agora os caminhos estavam visíveis. O horizonte, possível. Enquanto caminhava, uma chuva leve de verão começou a cair sobre a praça. As pessoas reagiam de formas distintas: algumas corriam em busca de abrigo, outras se entregavam ao instante, pulavam, se molhavam, riam, olhavam para o céu como quem agradece um presente inesperado. Lala caminhava devagar. Estava livre do enlace que a esperava — ou que a prendia. Ao som distante da revoada dos pássaros e sentindo os pingos da chuva tocarem sua pele, tirou as sandálias. Com os pés no chão, seguiu andando e pulando, como se brincasse de amarelinha. Livre, leve, solta. Quase flutuava. No final da praça, um arco-íris se formou no horizonte. Sem pensar duas vezes, Lala virou criança. Passou a recolher pedacinhos daquele arco-íris imaginário e guardá-los em sua bolsinha invisível, como fazia quando pequena, distribuindo encantamento por onde passava. Ria sozinha, perdida nas lembranças da infância, leve como uma pluma, feliz como quem assiste a palhaços no circo e esquece, por instantes, que o mundo pode ser cruel. Não percebeu quando Guga surgiu por trás. Não ouviu o passo, não sentiu o medo chegar. O disparo foi certeiro. Mirou a nuca. Lala não sentiu dor. Apenas caiu. Este é o ato final de Meu amo, meu dono, meu senhor, já foi o meu amor.Uma história que não termina para chocar, mas para despertar. Conscientizar para combater.

Podcasts

“Se soubesse tocar”: um episódio do Fala Poli que continua ecoando no presente

Lançado no ano passado, o episódio “Se soubesse tocar”, do podcast Fala Poli, segue atual não por acaso, mas por essência. Em tempos em que tudo soa acelerado, a poesia de Don Policarpo retorna como um convite à escuta: de si, do outro e do que não se mede. O áudio se inicia com um ukulele levemente descompassado, quase tímido, como se buscasse o próprio ritmo. Em seguida, Don Policarpo entra em cena recitando uma poesia romântica que atravessa o sentido literal da música e propõe outra afinação: tocar para além de um instrumento. “Se eu soubesse tocar, gostaria de tocar seu coração…”. A frase não se apresenta como metáfora vazia, mas como gesto. Tocar, aqui, é presença, é intenção, é sensibilidade. É sobre aquilo que vibra sem precisar de técnica, mas exige verdade. Mais do que um episódio de podcast, “Se soubesse tocar” permanece como um registro poético que dialoga com o agora, lembrando que algumas criações não pertencem a uma data específica, elas pertencem ao tempo de quem escuta.  

Arte

Don Policarpo doa livros para a Biblioteca da Casa de Cultura da Cidade Ademar

A Biblioteca da Casa de Cultura da Cidade Ademar recebeu a doação de obras literárias que passam a integrar seu acervo, ampliando o acesso à leitura e fortalecendo a produção cultural no território. A ação contou com a presença de Don Policarpo, que compareceu ao espaço para realizar a entrega de seus livros e dialogar com a proposta do equipamento cultural. A iniciativa reafirma a importância da valorização da literatura, da memória e do incentivo à formação cultural por meio de espaços públicos, aproximando autores da comunidade e contribuindo para a democratização do acesso ao livro e à cultura.

Arte

Don Policarpo marca presença na abertura das comemorações dos 472 anos de São Paulo

A cidade de São Paulo deu início às comemorações de seus 472 anos com um evento que celebrou a arte, a literatura e a ocupação cultural do Centro histórico. A abertura aconteceu em uma brigadeiria localizada na Rua Álvares Penteado, nº 200, espaço que vai além da gastronomia e nasce com a proposta de se consolidar como um novo polo cultural da cidade. Sob a idealização de Gil, proprietário do local, o espaço foi pensado para integrar diferentes expressões artísticas e fomentar encontros criativos. A programação reuniu uma Feira Literária, com autores independentes e editoras, além de uma exposição coletiva de artistas plásticos e fotógrafos, que ocuparam o ambiente com obras que dialogam com a identidade urbana, a memória e a diversidade paulistana. O evento também contou com um Sarau Musical, promovendo encontros entre música, poesia e performance, reforçando o caráter vivo e plural da cultura produzida na cidade. Foi nesse contexto que Don Policarpo participou da abertura, somando sua presença a um movimento que valoriza a arte como ferramenta de conexão, reflexão e pertencimento. Mais do que celebrar o aniversário de São Paulo, a iniciativa reafirma a importância de espaços independentes na revitalização do Centro e no fortalecimento do ecossistema cultural da cidade. Um início simbólico e potente para um novo ciclo, onde tradição e contemporaneidade se encontram para contar, e continuar escrevendo, a história paulistana.   https://youtu.be/xwme4iNyRjE

Arte, Poesias

Don Policarpo participa do “Sarau Bem-Vindo 2026”, promovido pelo Polo Cultural Ilha

No dia 3 de janeiro de 2026, aconteceu a edição on-line do Sarau Bem-Vindo 2026, um encontro virtual dedicado à leitura de poemas, reunindo diversos poetas e poetisas em uma celebração coletiva da palavra, da escuta e da arte. Transmitido ao vivo pelo canal do Polo Cultural Ilha, no YouTube, o sarau integrou a programação cultural de início de ano e reafirmou o compromisso do coletivo com a valorização da literatura e das manifestações artísticas independentes. Don Policarpo marcou presença no evento com sua participação a partir do minuto 31 do vídeo, contribuindo com sua leitura poética e somando sua voz ao coro de artistas que constroem o sarau como espaço de troca, resistência e sensibilidade. A realização do evento é do Polo Cultural Ilha, coletivo que completa 10 anos de existência e resiliência em abril de 2026, atuando de forma contínua na produção, realização, participação e incentivo à cultura, à arte e à história na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro (RJ). Ao longo de sua trajetória, o Polo se consolidou como um importante agente cultural do território, promovendo encontros que fortalecem a cena artística local e ampliam o acesso à cultura. O Sarau Bem-Vindo 2026 contou ainda com o apoio cultural de importantes parceiros:Jornal Ilha Notícias, Colégio COC, Ilha do Governador, D’Alma Cursos de Artes, Rádio Web Constelação Rio, Quiosque Moreno Lanches, Ecotur Ilha, Coletivo Ilha Arte e Cultura e ACE Paulo de Tarso. Assista ao Sarau Bem-Vindo 2026 no YouTube e confira a participação de Don Policarpo a partir do minuto 31: Acesse o vídeo no canal do Polo Cultural Ilha. Para acompanhar a programação e as ações do coletivo, siga as redes sociais do Polo Cultural Ilha e fique por dentro de tudo o que está sendo produzido.

Músicas

“DESCAMINHANDO”: poesia cantante como ato de ruptura e consciência

DESCAMINHANDO se apresenta como uma obra em estado de alerta. Assinada por Don Policarpo, com letra do artista e produção geral de Marcelo Villano, a poesia cantante nasce como um manifesto sonoro que tensiona estruturas, comportamentos e discursos enraizados na sociedade contemporânea. A produção carrega críticas sociais em múltiplos níveis: políticas, existenciais, culturais e humanas, costuradas por um instrumental que não apenas acompanha a palavra, mas a impulsiona. A sonoridade dá corpo à mensagem, criando um ambiente quase insurgente, onde ritmo e texto caminham juntos na construção de uma narrativa de enfrentamento. Em DESCAMINHANDO, o som não é cenário: é combustível para a revolução da ideia. A escolha pelo formato de poesia cantante reforça o caráter híbrido da obra, que transita entre música, performance e literatura. Don Policarpo utiliza a palavra como ferramenta de questionamento, rompendo com caminhos previsíveis e propondo novos desvios, conscientes, críticos e necessários. O “des-caminhar” aqui não é perda, mas escolha: sair da rota imposta para enxergar outras possibilidades de existência. A produção de Marcelo Villano potencializa essa intenção ao criar uma base instrumental pulsante, carregada de tensão e movimento, que sustenta o discurso sem diluí-lo. Cada camada sonora contribui para ampliar o impacto da mensagem, tornando a obra ainda mais provocadora e atual. Don Policarpo já antecipa que 2026 será marcado por críticas veementemente ousadas em sua produção artística. DESCAMINHANDO surge, assim, como um prenúncio desse novo ciclo: mais direto, mais incisivo e ainda mais comprometido com a urgência de dizer. Uma obra que não pede conforto, mas escuta atenta. DESCAMINHANDO convida o público a sair do lugar comum e encarar, sem atalhos, as contradições do nosso tempo.  

Arte, Artigos

Don Policarpo integra a publicação “Somos Palavras – 2025”, do CENI

O escritor e artista Don Policarpo participa da edição “Somos Palavras – 2025”, uma publicação que reúne textos escolhidos entre os membros do CENI, celebrando a diversidade de vozes, estilos e experiências que compõem o coletivo. O material se apresenta como um espaço de encontro entre palavra, identidade e sensibilidade, valorizando a escrita como ferramenta de expressão, escuta e permanência. A presença de Don Policarpo nessa edição reforça sua trajetória ligada à literatura, à poesia e à construção de narrativas que transitam entre o íntimo e o coletivo. Seu texto dialoga com a proposta da publicação ao evidenciar a palavra como matéria viva — capaz de atravessar tempos, afetos e contextos. A participação no Somos Palavras – 2025 não apenas reconhece sua produção autoral, como também o insere em um panorama mais amplo de criação literária contemporânea, comprometida com o pensamento, a sensibilidade e a pluralidade. A iniciativa do CENI reafirma a importância de projetos editoriais colaborativos, que dão visibilidade a autores e autoras em movimento, fortalecendo a cena literária e o acesso à produção cultural independente. A publicação “Somos Palavras – 2025” está disponível em formato digital e pode ser acessada pelo link:👉 https://heyzine.com/flip-book/77c2e3851a.html#page/3

Músicas

“Dedicatória”: Don Policarpo transforma sentimento em permanência

Ouça Aqui Em Dedicatória, Don Policarpo entrega mais do que uma música: oferece um gesto. Disponível no MuvFlow, a faixa nasce como um poema sonoro que atravessa o tempo, os afetos e a própria ideia de existência, reafirmando a escrita como lugar de permanência e memória. A letra se constrói a partir de um movimento de oferta. Don dedica seus poemas ao tempo, ao vento, aos aromas — elementos que não se seguram, mas se sentem. As canções, por sua vez, são entregues aos amores e às dores, reconhecendo que é justamente dessa mistura entre prazer, perda e despudor que nasce o olhar atento para a vida. Há uma sensibilidade madura em reconhecer que sentir exige coragem e presença. Quando o artista compara esse olhar ao ato de contemplar a lua, “com exaltação”, a música alcança um ponto simbólico forte: o amor e a arte como exercícios de contemplação profunda, que não pedem posse, apenas entrega. Em tom quase confessional, Dedicatória se revela também como uma epígrafe pessoal, dedicada aos amores guardados no peito — aqueles que sustentam a existência e dão sentido ao pulsar do coração para além da função biológica. Um dos momentos mais potentes da letra está na recusa em nomear esses amores. Don aponta o perigo da nomeação excessiva e propõe o amor como experiência sensorial, atemporal, livre de linhas cronológicas. Amar, aqui, é sentir “além dos tempos de existir”. Musicalmente, Dedicatória acompanha essa proposta: é delicada, reflexiva e aberta, criando espaço para que cada ouvinte reconheça seus próprios afetos nas entrelinhas. A canção não se impõe — ela convida. Com Dedicatória, Don Policarpo reafirma sua escrita como território de escuta, silêncio e profundidade. Uma obra para quem entende que algumas coisas não precisam ser explicadas, apenas sentidas. 🎧 Dedicatória já está disponível no MuvFlow.

Arte

Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba celebra a participação de Don Policarpo em 2025

O Movimento Cultivista Café com Poemas Sorocaba, na pessoa da coordenadora Priscila Mancussi, celebra e agradece a presença artística e literária do escritor Don Policarpo, que integrou e fortaleceu o nosso movimento ao longo de 2025. Em um ano de encontros, diálogos e páginas compartilhadas, a participação de Don trouxe novas perspectivas, inquietações poéticas e fôlego criativo para as atividades realizadas. Sua escrita, marcada pela observação sensível, pelo ritmo urbano e pela palavra que pulsa, ecoou entre leitores, autores e amantes da literatura, reafirmando o propósito do movimento: cultivar poesia, aproximar pessoas e transformar olhares. Para nós, a presença de Don Policarpo foi mais do que contribuição: foi parceria e movimento conjunto, ampliando a potência das vozes que fazem da poesia um gesto vivo e contínuo. Agradecemos por cada verso, cada troca e cada momento de construção coletiva. Que o próximo ano traga novos encontros, publicações e caminhos onde a literatura siga sendo ponte e que Don continue traçando rotas que inspirem quem lê e quem escreve. Boas festas e muito sucesso!Nos vemos em 2026, cultivando palavras e criando futuros. Arte e Design: Carina Gameiro e Priscila Mancussi@priscilamancussi@carina_entrelinhas@donpolicarpo #poesiabrasileira #poesiadoolhar #literaturabrasileira #escritoresbrasileiros  

Sobre Don Policarpo

Multiartista, geógrafo, escritor, poeta e compositor. Amplamente reconhecido como educador, acumulando mais de duas décadas de forte atuação no cenário cultural paulista e do litoral do estado de São Paulo.
DON POLICARPO
DALVILSON DONIZETE POLICARPO

Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.

Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.

Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.

A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.

Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.

Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.

Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.

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