“DESCAMINHANDO”: poesia cantante como ato de ruptura e consciência

DESCAMINHANDO se apresenta como uma obra em estado de alerta. Assinada por Don Policarpo, com letra do artista e produção geral de Marcelo Villano, a poesia cantante nasce como um manifesto sonoro que tensiona estruturas, comportamentos e discursos enraizados na sociedade contemporânea.

A produção carrega críticas sociais em múltiplos níveis: políticas, existenciais, culturais e humanas, costuradas por um instrumental que não apenas acompanha a palavra, mas a impulsiona. A sonoridade dá corpo à mensagem, criando um ambiente quase insurgente, onde ritmo e texto caminham juntos na construção de uma narrativa de enfrentamento. Em DESCAMINHANDO, o som não é cenário: é combustível para a revolução da ideia.

A escolha pelo formato de poesia cantante reforça o caráter híbrido da obra, que transita entre música, performance e literatura. Don Policarpo utiliza a palavra como ferramenta de questionamento, rompendo com caminhos previsíveis e propondo novos desvios, conscientes, críticos e necessários. O “des-caminhar” aqui não é perda, mas escolha: sair da rota imposta para enxergar outras possibilidades de existência.

A produção de Marcelo Villano potencializa essa intenção ao criar uma base instrumental pulsante, carregada de tensão e movimento, que sustenta o discurso sem diluí-lo. Cada camada sonora contribui para ampliar o impacto da mensagem, tornando a obra ainda mais provocadora e atual.

Don Policarpo já antecipa que 2026 será marcado por críticas veementemente ousadas em sua produção artística. DESCAMINHANDO surge, assim, como um prenúncio desse novo ciclo: mais direto, mais incisivo e ainda mais comprometido com a urgência de dizer.

Uma obra que não pede conforto, mas escuta atenta. DESCAMINHANDO convida o público a sair do lugar comum e encarar, sem atalhos, as contradições do nosso tempo.

 

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Sobre Don Policarpo

Multiartista, geógrafo, escritor, poeta e compositor. Amplamente reconhecido como educador, acumulando mais de duas décadas de forte atuação no cenário cultural paulista e do litoral do estado de São Paulo.
DON POLICARPO
DALVILSON DONIZETE POLICARPO

Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.

Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.

Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.

A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.

Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.

Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.

Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.

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