Entre páginas, promessas e datas que anunciam recomeços – Apena Editora
Fim de ano não é só calendário virando, é um eco.Uma memória que cutuca, perguntando o que fizemos com o tempo que tivemos.E eu respondo escrevendo, porque às vezes só a palavra sustenta o que o peito não dá conta de dizer. Em 2025, minhas linhas atravessaram mais uma casa de papel: a “Antologia Natal 2025”, da Editora Apena, com coordenação de Ainê Pena.Minha presença oficial está na página 27, mas também apareço nas páginas 6, 90 e 98, como quem espalha uma trilha, nem sempre reta, mas sempre sincera, entre os capítulos de uma obra que celebra encontros e recomeços. E é justamente sobre isso que escrevi ali: sobre o peso e o respiro das horas. Sobre o que prometemos para nós mesmos, e o que realmente cumprimos. LEIA GRÁTIS AQUI ACESSE O SITE AQUI Sempre me pergunto por que temos tanta pressa para desejar feliz ano novo, se às vezes o último nem terminou de cicatrizar.Talvez porque a virada nos ofereça algo que pouca coisa oferece: um recomeço simbólico, uma chance de olhar para trás sem ficar preso, e olhar para frente sem se perder. A antologia me lembrou disso: ninguém atravessa o ano inteiro intacto.Mas quem escreve (e lê) encontra modos de reorganizar o que viveu, dar sentido ao que parecia só ruído e guardar força para o que vem. Se 2025 me colocou diante de espelhos, 2026 me chama para os passos.Que cada um faça sua própria retrô, sem medo do que vai encontrar, porque é encarando o que fomos que abrimos espaço para quem queremos ser. Nos vemos no próximo dezembro, com novos versos, novas cicatrizes, novas luzes e a mesma chama. — Don Policarpo




















