“Se soubesse tocar”: um episódio do Fala Poli que continua ecoando no presente

Lançado no ano passado, o episódio “Se soubesse tocar”, do podcast Fala Poli, segue atual não por acaso, mas por essência. Em tempos em que tudo soa acelerado, a poesia de Don Policarpo retorna como um convite à escuta: de si, do outro e do que não se mede.

O áudio se inicia com um ukulele levemente descompassado, quase tímido, como se buscasse o próprio ritmo. Em seguida, Don Policarpo entra em cena recitando uma poesia romântica que atravessa o sentido literal da música e propõe outra afinação: tocar para além de um instrumento.

“Se eu soubesse tocar, gostaria de tocar seu coração…”. A frase não se apresenta como metáfora vazia, mas como gesto. Tocar, aqui, é presença, é intenção, é sensibilidade. É sobre aquilo que vibra sem precisar de técnica, mas exige verdade.

Mais do que um episódio de podcast, “Se soubesse tocar” permanece como um registro poético que dialoga com o agora, lembrando que algumas criações não pertencem a uma data específica, elas pertencem ao tempo de quem escuta.

 

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Sobre Don Policarpo

Multiartista, geógrafo, escritor, poeta e compositor. Amplamente reconhecido como educador, acumulando mais de duas décadas de forte atuação no cenário cultural paulista e do litoral do estado de São Paulo.
DON POLICARPO
DALVILSON DONIZETE POLICARPO

Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.

Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.

Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.

A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.

Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.

Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.

Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.

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