Arte

Sarau do Jabaquara celebra 5 anos na Casa das Rosas com presença de Don Policarpo

O Sarau do Jabaquara 5 anos ganha ainda mais força com uma programação especial realizada na Casa das Rosas, um dos principais espaços dedicados à literatura e à poesia na cidade. A celebração marca a trajetória de um coletivo que, desde 2020, vem fortalecendo a cena cultural da zona sul de São Paulo. O evento acontece no dia 25 de abril de 2026, sábado, das 15h às 17h, com entrada gratuita, reunindo poetas, escritores, músicos e o público em encontros de microfone aberto. A proposta mantém viva a tradição literária do território, promovendo um espaço democrático de expressão, escuta coletiva e formação cultural. Entre os destaques da programação está Don Policarpo, uma das vozes que marcam esta edição especial. Além de sua participação no sarau, o artista apresenta a obra “A Magia da Poesia Cantante”, uma antologia poética musical que reforça o diálogo entre literatura e música, ampliando as possibilidades sensíveis da palavra falada e cantada. A realização conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, em parceria com instituições culturais como o programa CULTSP e o Instituto Poiesis, responsáveis pela gestão e promoção de iniciativas que valorizam a produção artística contemporânea. Mais do que uma comemoração, esta edição do Sarau do Jabaquara reafirma seu papel como um ponto de encontro entre diferentes linguagens e vivências. Um espaço onde a arte acontece de forma acessível, coletiva e transformadora, mantendo viva a potência da poesia nas ruas e nos encontros.

Arte

FLAL Show Internacional: literatura, música e conexões além das fronteiras

O encontro promovido pela FLAL – Festival de Literatura e Artes Literárias reafirmou um propósito essencial: a literatura como ponte entre culturas, vozes e experiências. Diretamente da Itália, o evento foi conduzido por Simona Adivincula, reunindo convidados de diferentes trajetórias para um momento de troca, expressão e fortalecimento artístico. Realizado dentro da programação do FLAL Show Internacional, em sua 14ª edição, com o tema “Parole senza Frontiere”, o festival aconteceu entre os dias 23 de março e 30 de abril, consolidando-se como um espaço de conexão global. A proposta é clara e necessária: promover a literatura e as artes literárias na perspectiva de que, juntos, é possível gerar impacto e transformação. No dia 7 de abril, às 17h, o público acompanhou um encontro especial com os convidados Márcio Zacarias, Don Policarpo, Shirley Ferro e Djalma Moraes. Cada participação trouxe nuances únicas, entre falas, vivências e expressões artísticas que dialogam com o tempo presente. A presença de Don Policarpo acrescentou ao evento uma camada musical sensível e autêntica, ampliando ainda mais o alcance da proposta do festival. Sua participação reforça como a música também é linguagem literária, capaz de traduzir sentimentos, provocar reflexões e aproximar pessoas. Mais do que um evento, o FLAL Show Internacional se firma como um movimento coletivo. Um espaço onde diferentes formas de arte se encontram para construir algo maior. A cada edição, a mensagem se fortalece: é na soma de vozes, histórias e talentos que a cultura se expande e faz a diferença. CONFIRA AS APRESENTAÇÕES ABAIXO:

Músicas

Caras: quando o afeto esbarra no cansaço

Na música “Caras”, de Don Policarpo, o que começa com humor rapidamente revela algo mais profundo. A faixa brinca com expressões do cotidiano, “cara fechada, cara irritada, cara de paisagem, cara de bunda”, mas por trás dessa leveza existe um retrato muito real de relações que vão se desgastando aos poucos. Aqui, o foco não está na ausência de sentimento. Pelo contrário. A música fala justamente sobre gostar de alguém e, ainda assim, se ver exausto diante de comportamentos repetitivos que afastam, silenciam e confundem. Pequenas atitudes, olhares atravessados, reações automáticas. Tudo isso vai acumulando e criando um ruído que interfere no que antes era simples. Existe algo de muito humano nessa narrativa. Quem nunca se pegou tentando entender o humor do outro, decifrando expressões, medindo palavras para evitar um clima ruim. Aos poucos, o que era espontâneo vira esforço. E o esforço constante cansa. A leveza se perde, e com ela, os rumos da relação começam a se embaralhar. “Caras” transforma esse cenário em uma espécie de desabafo bem humorado, mas honesto. É como se dissesse que o problema nem sempre está nas grandes brigas, mas nas pequenas tensões do dia a dia que, quando ignoradas, crescem. E crescem justamente onde existe afeto. No fim, a música deixa uma sensação agridoce. Entre risadas e identificação, ela aponta para algo importante. Relações precisam de presença, de escuta e, principalmente, de disposição para ajustar o que está desalinhado. Caso contrário, o que fica são apenas as caras. E os caminhos que, sem perceber, acabam se perdendo.

Músicas

Tim-tim por Tim-tim: um convite para mergulhar na vida

A música “Tim-tim por Tim-tim”, de Don Policarpo, é mais do que uma composição envolvente. É um convite direto para viver com intensidade e presença, sem reservas. Ao longo da faixa, o artista constrói uma analogia sensível entre o ato de brindar e o de se entregar por completo às experiências da vida. O “tim-tim”, geralmente associado à celebração, ganha aqui um significado mais profundo. Não é apenas sobre comemorar, mas sobre aceitar cada momento em sua totalidade, detalhe por detalhe. Tim-tim por tim-tim. Cada gole representa uma escolha consciente. Apertar o botão. Começar algo novo, mesmo sem saber exatamente onde isso vai dar. A música conversa com aquele instante em que surge o medo do desconhecido. Em vez de recuar, ela propõe o oposto. Embarcar. Existe uma beleza no risco, na decisão de mergulhar em sentimentos, projetos e relações. Don Policarpo transforma essa ideia em som e reforça que viver de verdade exige coragem para sair da superfície. Procurar também é parte essencial dessa narrativa. Não se trata apenas de encontrar respostas, mas de se permitir viver o processo. A busca se torna tão importante quanto o destino. A canção não fecha caminhos. Pelo contrário, ela abre possibilidades e convida cada pessoa a interpretar esse brinde à sua própria maneira. No fim, “Tim-tim por Tim-tim” funciona como um lembrete simples e potente. A vida não acontece pela metade. É preciso apertar o botão, aceitar o convite e se permitir sentir tudo. Intensidade, dúvida, prazer e transformação. Porque é assim, gole por gole, que a gente realmente vive.   OUÇA AGORA!

Por onde ando, o caminho é turvo. Nem sempre eu comando, mesmo assim, não me curvo. Ruas, avenidas, estradas, trilhas, pinguelas, picadas, levam sem dizer nada, direto para a encruzilhada. Quando se apresenta, as opções são raras, a seta aponta, a escolha é cara. Nem sempre se acerta na primeira escolha. Mantendo a coluna ereta, conseguirá furar a bolha. Vai daí, se for daqui. Confiar é a opção. Vou daqui, se for daí. Sigo a regra do coração.
Poesias

Vou daqui, se for daí. Sigo a regra do coração! – Don Policarpo

Por onde ando, o caminho é turvo. Nem sempre eu comando, mesmo assim, não me curvo. Ruas, avenidas, estradas, trilhas, pinguelas, picadas, levam sem dizer nada, direto para a encruzilhada. Quando se apresenta, as opções são raras, a seta aponta, a escolha é cara. Nem sempre se acerta na primeira escolha. Mantendo a coluna ereta, conseguirá furar a bolha. Vai daí, se for daqui. Confiar é a opção. Vou daqui, se for daí. Sigo a regra do coração.

Livros

A Árvore dos Alados é finalista no 7º Prêmio Ecos de Literatura

A literatura que toca, ensina e transforma acaba sempre encontrando seu caminho, e é exatamente isso que está acontecendo com A Árvore dos Alados, agora reconhecido como finalista no 7º Prêmio Ecos de Literatura. Desde as primeiras páginas, o livro conquista pela simplicidade encantadora e pela sensibilidade com que constrói sua narrativa. Mais do que uma história, a obra se firma como uma experiência afetiva, guiada por três pilares essenciais: a oralidade, a afetividade e a preservação ambiental. Ao longo da leitura, somos apresentados a personagens que não apenas contam uma história, mas convidam o leitor a sentir, refletir e se reconectar com o essencial. Dom, Sr. Guaxinim e Zé são os grandes condutores dessa jornada, figuras que traduzem, com leveza e profundidade, valores muitas vezes esquecidos na correria do dia a dia. A oralidade aparece como um resgate poderoso das tradições de contar histórias, criando uma leitura fluida, quase como uma conversa ao pé do ouvido. A afetividade, por sua vez, se revela nos vínculos construídos entre personagens e leitor, despertando empatia e acolhimento. Já a preservação ambiental surge de forma natural, integrada à narrativa, despertando consciência sem perder a delicadeza. Ser finalista em um prêmio como o Ecos de Literatura não é apenas um reconhecimento técnico, mas também um indicativo do impacto que a obra vem gerando em seus leitores. Em tempos em que discutir sustentabilidade e relações humanas se torna cada vez mais urgente, A Árvore dos Alados se destaca por abordar esses temas com sensibilidade e poesia. Mais do que um livro, é um convite: desacelerar, ouvir, sentir e cuidar, de si, do outro e do mundo ao redor. Se você ainda não conhece essa história, talvez seja o momento de se deixar guiar por Dom, Sr. Guaxinim e Zé. Eles têm muito a te contar.  

Livros

A Árvore dos Alados é Finalista! O caminho de quem escreve

A jornada de A Árvore dos Alados – Don Policarpo, até a final do 7º Prêmio Ecos de Literatura é também o retrato da vida de escritor. Escrever, publicar, lançar, vender alguns exemplares, inscrever em concursos, pedir votos, esperar. Repetir. Persistir. Ser finalista vai além de um título, é o reconhecimento de um processo construído com constância, com apoio dos leitores e, principalmente, com paixão pela literatura. Cada voto carrega não só incentivo, mas também a confirmação de que a história chegou em alguém. No fim, é sobre isso: continuar. Mesmo nos intervalos, nas dúvidas, nos silêncios. E como toda boa história que insiste em existir, ela segue. Veja sobre: www.premioecosdaliteratura.com

Músicas

“Poesia Cantada – Máscara”: uma reflexão direta sobre tempo e coragem

Na faixa “Poesia Cantada – Máscara”, Don Policarpo propõe uma leitura simples e objetiva sobre o ato de se esconder e, em algum momento, se revelar. A música começa com o verso “a magia do esconder por tempos pode ajudar, até se resolver e realmente se mostrar”, estabelecendo a ideia central: nem sempre se expor de imediato é necessário. Existe um tempo de preparação, de observação e de entendimento. A “máscara” aparece como um recurso, algo que pode proteger e organizar antes do momento de se posicionar com mais clareza. Ao longo da canção, o foco está na transição entre esses dois estados: esconder e mostrar. Sem excessos, a música trata a coragem como um processo prático, construído aos poucos. Não como algo idealizado, mas como uma decisão que acontece no tempo certo. Com linguagem direta e ritmo alinhado à proposta, “Poesia Cantada – Máscara” reforça o estilo de Don Policarpo de transformar ideias do cotidiano em composições acessíveis e reflexivas.  

Músicas

“Poesia Cantada Tic-tac”: o tempo que vira música no coração

Com sensibilidade e identidade marcante, Don Policarpo apresenta mais uma obra que traduz sua essência artística: a canção “Poesia Cantada Tic-tac”, já disponível nas plataformas digitais. A música se inicia com um verso que já entrega toda a sua proposta poética e reflexiva: “O pulso do relógio se iguala às batidas do coração…”. A partir daí, o ouvinte é conduzido por uma narrativa que mistura tempo, vida e emoção, elementos que se entrelaçam de forma leve e envolvente. Com uma construção simples, porém profundamente significativa, a faixa transforma o cotidiano em poesia sonora. O ritmo acompanha essa ideia de pulsação constante, criando uma atmosfera que remete tanto à passagem do tempo quanto à intensidade dos sentimentos vividos em cada instante. E é impossível falar da música sem destacar seu refrão marcante: “tic tac tum tum”. Chiclete na medida certa, ele gruda na mente e no coração, funcionando como um elo direto entre a melodia e a emoção, daqueles que você se pega repetindo sem perceber. Mais do que uma canção, “Poesia Cantada Tic-tac” é um convite à presença: ouvir o tempo, sentir o agora e reconhecer a beleza nos pequenos ritmos da vida. Disponível nas principais plataformas digitais, a faixa reforça o estilo único de Don Policarpo, que segue transformando palavras em experiências que ecoam muito além da música.  

Sobre Don Policarpo

DALVILSON DONIZETE POLICARPO

São Paulo – SP
Nascido em 16 de novembro de 1963
Inaugurado/Registrado em 20 de janeiro de 1964

Técnico de Meio Ambiente, Graduado em Geografia, Professor do Estado e Pós Graduou-se em História da África e Docência Superior.
Metroviário por 35 anos onde atuou como Agente de Segurança.
Devido as condições de trabalho requererem muita luta em prol de suas melhorias e devido a eloquência e posicionamentos, foi eleito para a direção do sindicato, para a CIPA e na sequência para a Federação da categoria.
Formulou os projetos de lei 644/16 na ALESP (finalizado) e 6369/16 Câmara Federal, em andamento.

Assim, começou a levantar documentos, na defesa do seu setor e quando percebeu já tinha subsídios para publicar o primeiro livro em 2018, com 55 anos, lança TRAJETÓRIAS E CAMINHOS DA SEGURANÇA METROVIÁRIA DE SÃO PAULO, que conta a história da implantação do Metrô no Brasil e, por necessidade, o Corpo de segurança. Lançado também, em francês.

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