Author name: Don Policarpo

Escritor, poeta, compositor. Lançou Maçã, A Árvore dos Alados e A Magia da Poesia Cantante Vol.2, entre outros. O autor convida todos a se entenderem como cidadãos de um mundo profundamente lesionado pela crise ambiental, com uma linguagem lúdica, as obras ressaltam a necessidade de proteger o planeta, a importância da educação familiar e ambiental, além da valorização da memória ancestral e afetiva.

Músicas

Caras: quando o afeto esbarra no cansaço

Na música “Caras”, de Don Policarpo, o que começa com humor rapidamente revela algo mais profundo. A faixa brinca com expressões do cotidiano, “cara fechada, cara irritada, cara de paisagem, cara de bunda”, mas por trás dessa leveza existe um retrato muito real de relações que vão se desgastando aos poucos. Aqui, o foco não está na ausência de sentimento. Pelo contrário. A música fala justamente sobre gostar de alguém e, ainda assim, se ver exausto diante de comportamentos repetitivos que afastam, silenciam e confundem. Pequenas atitudes, olhares atravessados, reações automáticas. Tudo isso vai acumulando e criando um ruído que interfere no que antes era simples. Existe algo de muito humano nessa narrativa. Quem nunca se pegou tentando entender o humor do outro, decifrando expressões, medindo palavras para evitar um clima ruim. Aos poucos, o que era espontâneo vira esforço. E o esforço constante cansa. A leveza se perde, e com ela, os rumos da relação começam a se embaralhar. “Caras” transforma esse cenário em uma espécie de desabafo bem humorado, mas honesto. É como se dissesse que o problema nem sempre está nas grandes brigas, mas nas pequenas tensões do dia a dia que, quando ignoradas, crescem. E crescem justamente onde existe afeto. No fim, a música deixa uma sensação agridoce. Entre risadas e identificação, ela aponta para algo importante. Relações precisam de presença, de escuta e, principalmente, de disposição para ajustar o que está desalinhado. Caso contrário, o que fica são apenas as caras. E os caminhos que, sem perceber, acabam se perdendo.

Músicas

Tim-tim por Tim-tim: um convite para mergulhar na vida

A música “Tim-tim por Tim-tim”, de Don Policarpo, é mais do que uma composição envolvente. É um convite direto para viver com intensidade e presença, sem reservas. Ao longo da faixa, o artista constrói uma analogia sensível entre o ato de brindar e o de se entregar por completo às experiências da vida. O “tim-tim”, geralmente associado à celebração, ganha aqui um significado mais profundo. Não é apenas sobre comemorar, mas sobre aceitar cada momento em sua totalidade, detalhe por detalhe. Tim-tim por tim-tim. Cada gole representa uma escolha consciente. Apertar o botão. Começar algo novo, mesmo sem saber exatamente onde isso vai dar. A música conversa com aquele instante em que surge o medo do desconhecido. Em vez de recuar, ela propõe o oposto. Embarcar. Existe uma beleza no risco, na decisão de mergulhar em sentimentos, projetos e relações. Don Policarpo transforma essa ideia em som e reforça que viver de verdade exige coragem para sair da superfície. Procurar também é parte essencial dessa narrativa. Não se trata apenas de encontrar respostas, mas de se permitir viver o processo. A busca se torna tão importante quanto o destino. A canção não fecha caminhos. Pelo contrário, ela abre possibilidades e convida cada pessoa a interpretar esse brinde à sua própria maneira. No fim, “Tim-tim por Tim-tim” funciona como um lembrete simples e potente. A vida não acontece pela metade. É preciso apertar o botão, aceitar o convite e se permitir sentir tudo. Intensidade, dúvida, prazer e transformação. Porque é assim, gole por gole, que a gente realmente vive.   OUÇA AGORA!

Por onde ando, o caminho é turvo. Nem sempre eu comando, mesmo assim, não me curvo. Ruas, avenidas, estradas, trilhas, pinguelas, picadas, levam sem dizer nada, direto para a encruzilhada. Quando se apresenta, as opções são raras, a seta aponta, a escolha é cara. Nem sempre se acerta na primeira escolha. Mantendo a coluna ereta, conseguirá furar a bolha. Vai daí, se for daqui. Confiar é a opção. Vou daqui, se for daí. Sigo a regra do coração.
Poesias

Vou daqui, se for daí. Sigo a regra do coração! – Don Policarpo

Por onde ando, o caminho é turvo. Nem sempre eu comando, mesmo assim, não me curvo. Ruas, avenidas, estradas, trilhas, pinguelas, picadas, levam sem dizer nada, direto para a encruzilhada. Quando se apresenta, as opções são raras, a seta aponta, a escolha é cara. Nem sempre se acerta na primeira escolha. Mantendo a coluna ereta, conseguirá furar a bolha. Vai daí, se for daqui. Confiar é a opção. Vou daqui, se for daí. Sigo a regra do coração.

Livros

A Árvore dos Alados é finalista no 7º Prêmio Ecos de Literatura

A literatura que toca, ensina e transforma acaba sempre encontrando seu caminho, e é exatamente isso que está acontecendo com A Árvore dos Alados, agora reconhecido como finalista no 7º Prêmio Ecos de Literatura. Desde as primeiras páginas, o livro conquista pela simplicidade encantadora e pela sensibilidade com que constrói sua narrativa. Mais do que uma história, a obra se firma como uma experiência afetiva, guiada por três pilares essenciais: a oralidade, a afetividade e a preservação ambiental. Ao longo da leitura, somos apresentados a personagens que não apenas contam uma história, mas convidam o leitor a sentir, refletir e se reconectar com o essencial. Dom, Sr. Guaxinim e Zé são os grandes condutores dessa jornada, figuras que traduzem, com leveza e profundidade, valores muitas vezes esquecidos na correria do dia a dia. A oralidade aparece como um resgate poderoso das tradições de contar histórias, criando uma leitura fluida, quase como uma conversa ao pé do ouvido. A afetividade, por sua vez, se revela nos vínculos construídos entre personagens e leitor, despertando empatia e acolhimento. Já a preservação ambiental surge de forma natural, integrada à narrativa, despertando consciência sem perder a delicadeza. Ser finalista em um prêmio como o Ecos de Literatura não é apenas um reconhecimento técnico, mas também um indicativo do impacto que a obra vem gerando em seus leitores. Em tempos em que discutir sustentabilidade e relações humanas se torna cada vez mais urgente, A Árvore dos Alados se destaca por abordar esses temas com sensibilidade e poesia. Mais do que um livro, é um convite: desacelerar, ouvir, sentir e cuidar, de si, do outro e do mundo ao redor. Se você ainda não conhece essa história, talvez seja o momento de se deixar guiar por Dom, Sr. Guaxinim e Zé. Eles têm muito a te contar.  

Livros

A Árvore dos Alados é Finalista! O caminho de quem escreve

A jornada de A Árvore dos Alados – Don Policarpo, até a final do 7º Prêmio Ecos de Literatura é também o retrato da vida de escritor. Escrever, publicar, lançar, vender alguns exemplares, inscrever em concursos, pedir votos, esperar. Repetir. Persistir. Ser finalista vai além de um título, é o reconhecimento de um processo construído com constância, com apoio dos leitores e, principalmente, com paixão pela literatura. Cada voto carrega não só incentivo, mas também a confirmação de que a história chegou em alguém. No fim, é sobre isso: continuar. Mesmo nos intervalos, nas dúvidas, nos silêncios. E como toda boa história que insiste em existir, ela segue. Veja sobre: www.premioecosdaliteratura.com

Músicas

“Poesia Cantada – Máscara”: uma reflexão direta sobre tempo e coragem

Na faixa “Poesia Cantada – Máscara”, Don Policarpo propõe uma leitura simples e objetiva sobre o ato de se esconder e, em algum momento, se revelar. A música começa com o verso “a magia do esconder por tempos pode ajudar, até se resolver e realmente se mostrar”, estabelecendo a ideia central: nem sempre se expor de imediato é necessário. Existe um tempo de preparação, de observação e de entendimento. A “máscara” aparece como um recurso, algo que pode proteger e organizar antes do momento de se posicionar com mais clareza. Ao longo da canção, o foco está na transição entre esses dois estados: esconder e mostrar. Sem excessos, a música trata a coragem como um processo prático, construído aos poucos. Não como algo idealizado, mas como uma decisão que acontece no tempo certo. Com linguagem direta e ritmo alinhado à proposta, “Poesia Cantada – Máscara” reforça o estilo de Don Policarpo de transformar ideias do cotidiano em composições acessíveis e reflexivas.  

Músicas

“Poesia Cantada Tic-tac”: o tempo que vira música no coração

Com sensibilidade e identidade marcante, Don Policarpo apresenta mais uma obra que traduz sua essência artística: a canção “Poesia Cantada Tic-tac”, já disponível nas plataformas digitais. A música se inicia com um verso que já entrega toda a sua proposta poética e reflexiva: “O pulso do relógio se iguala às batidas do coração…”. A partir daí, o ouvinte é conduzido por uma narrativa que mistura tempo, vida e emoção, elementos que se entrelaçam de forma leve e envolvente. Com uma construção simples, porém profundamente significativa, a faixa transforma o cotidiano em poesia sonora. O ritmo acompanha essa ideia de pulsação constante, criando uma atmosfera que remete tanto à passagem do tempo quanto à intensidade dos sentimentos vividos em cada instante. E é impossível falar da música sem destacar seu refrão marcante: “tic tac tum tum”. Chiclete na medida certa, ele gruda na mente e no coração, funcionando como um elo direto entre a melodia e a emoção, daqueles que você se pega repetindo sem perceber. Mais do que uma canção, “Poesia Cantada Tic-tac” é um convite à presença: ouvir o tempo, sentir o agora e reconhecer a beleza nos pequenos ritmos da vida. Disponível nas principais plataformas digitais, a faixa reforça o estilo único de Don Policarpo, que segue transformando palavras em experiências que ecoam muito além da música.  

Livros

A magia continua: vem aí o Volume III da Trilogia “A Magia da Poesia Cantante”

A jornada poética de Don Policarpo ganha um novo capítulo e promete emocionar ainda mais leitores e ouvintes. Está chegando o aguardado Volume III da trilogia “A Magia da Poesia Cantante”, consolidando uma obra que une palavra, som e sentimento de forma única. Depois de encantar o público com os primeiros volumes, o autor dá continuidade a esse projeto que transcende o livro tradicional. Aqui, a poesia não apenas se lê, ela se escuta, se sente e se vive. Cada página carrega ritmo, musicalidade e uma identidade própria, característica marcante do trabalho de Don Policarpo. O Volume III chega como o desfecho ou talvez a expansão de uma proposta artística que valoriza a sensibilidade, a oralidade e a conexão entre poesia e música. É uma obra pensada para tocar diferentes gerações, despertando emoções e resgatando o prazer de apreciar a arte em sua forma mais genuína. Mais do que um lançamento, este novo volume representa a continuidade de um legado criativo, construído com autenticidade e paixão. Para quem já acompanha a trilogia, é a peça que faltava. Para quem ainda não conhece, é um convite perfeito para mergulhar nesse universo. A Trilogia “A Magia da Poesia Cantante” se firma, assim, como um conjunto de obras que dialoga com o coração e o Volume III chega para reforçar que a arte, quando nasce da verdade, é capaz de atravessar o tempo. Fique atento: em breve, mais um capítulo dessa história estará em suas mãos.  

Arte

Don e Amigos: espaço aberto para vozes autorais na D’Poli Rádio Web

Mais do que um programa, o Don e Amigos é um projeto que nasce com um propósito claro: abrir as portas de um veículo de comunicação para artistas autorais compartilharem suas ideias, sons e histórias. À frente da iniciativa, Don Policarpo conduz encontros que valorizam a troca, a escuta e a diversidade criativa, dando visibilidade a quem produz de forma independente. Neste domingo, o programa recebe convidados que fortalecem essa proposta: Marcos Zapater, Marcelo Villano e Wellington, conhecido como Rapper Zoião (A Plebe). Um encontro de diferentes trajetórias, estilos e expressões, unidos pela autenticidade. A ideia é simples e potente: criar um espaço onde a música autoral tenha vez, voz e público. Fica o convite para prestigiar, conhecer novos trabalhos e apoiar a cena independente. Acompanhe em:https://webradiodpoli.webradiosite.com/  

Sobre Don Policarpo

Multiartista, geógrafo, escritor, poeta e compositor. Amplamente reconhecido como educador, acumulando mais de duas décadas de forte atuação no cenário cultural paulista e do litoral do estado de São Paulo.
DON POLICARPO
DALVILSON DONIZETE POLICARPO

Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.

Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.

Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.

A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.

Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.

Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.

Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.

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