“DESCAMINHANDO”: poesia cantante como ato de ruptura e consciência

DESCAMINHANDO se apresenta como uma obra em estado de alerta. Assinada por Don Policarpo, com letra do artista e produção geral de Marcelo Villano, a poesia cantante nasce como um manifesto sonoro que tensiona estruturas, comportamentos e discursos enraizados na sociedade contemporânea.

A produção carrega críticas sociais em múltiplos níveis: políticas, existenciais, culturais e humanas, costuradas por um instrumental que não apenas acompanha a palavra, mas a impulsiona. A sonoridade dá corpo à mensagem, criando um ambiente quase insurgente, onde ritmo e texto caminham juntos na construção de uma narrativa de enfrentamento. Em DESCAMINHANDO, o som não é cenário: é combustível para a revolução da ideia.

A escolha pelo formato de poesia cantante reforça o caráter híbrido da obra, que transita entre música, performance e literatura. Don Policarpo utiliza a palavra como ferramenta de questionamento, rompendo com caminhos previsíveis e propondo novos desvios, conscientes, críticos e necessários. O “des-caminhar” aqui não é perda, mas escolha: sair da rota imposta para enxergar outras possibilidades de existência.

A produção de Marcelo Villano potencializa essa intenção ao criar uma base instrumental pulsante, carregada de tensão e movimento, que sustenta o discurso sem diluí-lo. Cada camada sonora contribui para ampliar o impacto da mensagem, tornando a obra ainda mais provocadora e atual.

Don Policarpo já antecipa que 2026 será marcado por críticas veementemente ousadas em sua produção artística. DESCAMINHANDO surge, assim, como um prenúncio desse novo ciclo: mais direto, mais incisivo e ainda mais comprometido com a urgência de dizer.

Uma obra que não pede conforto, mas escuta atenta. DESCAMINHANDO convida o público a sair do lugar comum e encarar, sem atalhos, as contradições do nosso tempo.

 

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Sobre Don Policarpo

DALVILSON DONIZETE POLICARPO
São Paulo – SP
Nascido em 16 de novembro de 1963
Inaugurado/Registrado em 20 de janeiro de 1964

Técnico de Meio Ambiente, Graduado em Geografia, Professor do Estado e Pós Graduou-se em História da África e Docência Superior.
Metroviário por 35 anos onde atuou como Agente de Segurança.
Devido as condições de trabalho requererem muita luta em prol de suas melhorias e devido a eloquência e posicionamentos, foi eleito para a direção do sindicato, para a CIPA e na sequência para a Federação da categoria.
Formulou os projetos de lei 644/16 na ALESP (finalizado) e 6369/16 Câmara Federal, em andamento.

Assim, começou a levantar documentos, na defesa do seu setor e quando percebeu já tinha subsídios para publicar o primeiro livro em 2018, com 55 anos, lança TRAJETÓRIAS E CAMINHOS DA SEGURANÇA METROVIÁRIA DE SÃO PAULO, que conta a história da implantação do Metrô no Brasil e, por necessidade, o Corpo de segurança. Lançado também, em francês.

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