O novo livro de Don Policarpo, Dialogando com as Gavetas, não é apenas literatura — é uma travessia. A obra propõe ao leitor uma incursão psico-filosófica, repleta de tensões emocionais e reflexões existenciais, onde o personagem principal se vê diante do seu livre arbítrio e dos modos de viver, pensar e agir que o moldam.
A narrativa se constrói como uma dialética emocional, em que as contradições se personificam em forma de mulher. Essa figura simbólica dissolve fronteiras entre real e imaginário, transformando os mundos físico e mental em imagens densas: fumaça de charuto, taças de conhaque, fatias de Parma, em uma mesa de bar de frente para o mar.
É nesse cenário etílico e filosófico que surge o verdadeiro confronto: abrir as próprias gavetas interiores. O personagem, forçado a revisitar seus compartimentos secretos, encontra memórias e segredos há muito escondidos, revelando verdades que jamais pensou enfrentar.
Dialogando com as Gavetas é, acima de tudo, uma experiência de leitura que mistura filosofia, lirismo e densidade poética. Don Policarpo convida o leitor a refletir sobre o peso das escolhas, a fragilidade das certezas e a força das emoções que moldam nossa existência.
Uma obra para quem busca mais do que histórias: para quem deseja mergulhar em si mesmo através da literatura.







