Abraço Cultural na Estação: quando Itanhaém respirou arte e música

No último domingo, 21 de setembro, a antiga estação de trem de Itanhaém se transformou em palco de celebração coletiva com o evento Abraço Cultural na Estação. A iniciativa reuniu artistas, coletivos, produtores e comunidades locais em um gesto simbólico de acolhimento e de valorização da cultura na cidade.

A estação histórica, que marcou o desenvolvimento de Itanhaém, foi novamente ponto de encontro, desta vez para a arte em suas múltiplas formas. Desenhistas, fotógrafos, ilustradores, artistas plásticos, tatuadores, grafiteiros, músicos, produtores culturais e aldeias indígenas compartilharam seu talento e sua tradição com o público. A feira agroecológica e os artesãos locais também marcaram presença, fortalecendo a conexão entre sustentabilidade, memória e produção cultural.

O palco improvisado trouxe música vibrante ao longo de toda a tarde, com apresentações de bandas, cantores e grupos da cidade. Entre os destaques esteve a performance de Don Policarpo, que emocionou com sua presença intensa e poética, somando à diversidade de estilos que passaram pelo evento.

Mais do que uma programação, o Abraço Cultural na Estação foi uma experiência de pertencimento: um convite à comunidade para redescobrir a estação não apenas como patrimônio histórico, mas como espaço vivo, aberto às expressões artísticas e sociais.

Idealizado e realizado pelo Coletivo Besouro, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de Itanhaém, o encontro mostrou que quando a cidade se une em torno da cultura, cria-se um verdadeiro abraço, de arte, memória e futuro.

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Sobre Don Policarpo

Multiartista, geógrafo, escritor, poeta e compositor. Amplamente reconhecido como educador, acumulando mais de duas décadas de forte atuação no cenário cultural paulista e do litoral do estado de São Paulo.
DON POLICARPO
DALVILSON DONIZETE POLICARPO

Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.

Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.

Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.

A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.

Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.

Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.

Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.

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