{"version":"1.0","provider_name":"Blog - Don Policarpo","provider_url":"https:\/\/donpolicarpo.com.br\/blog","author_name":"Don Policarpo","author_url":"https:\/\/donpolicarpo.com.br\/blog\/author\/policarpo\/","title":"Caras: quando o afeto esbarra no cansa\u00e7o - Blog - Don Policarpo","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"kHLtlBBLJF\"><a href=\"https:\/\/donpolicarpo.com.br\/blog\/2026\/04\/25\/caras-quando-o-afeto-esbarra-no-cansaco\/\">Caras: quando o afeto esbarra no cansa\u00e7o<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/donpolicarpo.com.br\/blog\/2026\/04\/25\/caras-quando-o-afeto-esbarra-no-cansaco\/embed\/#?secret=kHLtlBBLJF\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Caras: quando o afeto esbarra no cansa\u00e7o&#8221; &#8212; Blog - Don Policarpo\" data-secret=\"kHLtlBBLJF\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script>\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/donpolicarpo.com.br\/blog\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/donpolicarpo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/caras.png","thumbnail_width":1200,"thumbnail_height":628,"description":"Na m\u00fasica \u201cCaras\u201d, de Don Policarpo, o que come\u00e7a com humor rapidamente revela algo mais profundo. A faixa brinca com express\u00f5es do cotidiano, \u201ccara fechada, cara irritada, cara de paisagem, cara de bunda\u201d, mas por tr\u00e1s dessa leveza existe um retrato muito real de rela\u00e7\u00f5es que v\u00e3o se desgastando aos poucos. Aqui, o foco n\u00e3o est\u00e1 na aus\u00eancia de sentimento. Pelo contr\u00e1rio. A m\u00fasica fala justamente sobre gostar de algu\u00e9m e, ainda assim, se ver exausto diante de comportamentos repetitivos que afastam, silenciam e confundem. Pequenas atitudes, olhares atravessados, rea\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas. Tudo isso vai acumulando e criando um ru\u00eddo que interfere no que antes era simples. Existe algo de muito humano nessa narrativa. Quem nunca se pegou tentando entender o humor do outro, decifrando express\u00f5es, medindo palavras para evitar um clima ruim. Aos poucos, o que era espont\u00e2neo vira esfor\u00e7o. E o esfor\u00e7o constante cansa. A leveza se perde, e com ela, os rumos da rela\u00e7\u00e3o come\u00e7am a se embaralhar. \u201cCaras\u201d transforma esse cen\u00e1rio em uma esp\u00e9cie de desabafo bem humorado, mas honesto. \u00c9 como se dissesse que o problema nem sempre est\u00e1 nas grandes brigas, mas nas pequenas tens\u00f5es do dia a dia que, quando ignoradas, crescem. E crescem justamente onde existe afeto. No fim, a m\u00fasica deixa uma sensa\u00e7\u00e3o agridoce. Entre risadas e identifica\u00e7\u00e3o, ela aponta para algo importante. Rela\u00e7\u00f5es precisam de presen\u00e7a, de escuta e, principalmente, de disposi\u00e7\u00e3o para ajustar o que est\u00e1 desalinhado. Caso contr\u00e1rio, o que fica s\u00e3o apenas as caras. E os caminhos que, sem perceber, acabam se perdendo."}