No quintal da família de Dom, há uma árvore alta, de tronco largo, galhos longos e folhagem espessa. O garoto observa o movimento intenso de vários animais que entram e saem a todo momento dali, agitados e emitindo cada qual um som diferente, como numa orquestra em dia de ensaio. Este lugar que funciona como o condomínio de várias espécies é chamado de A Árvore dos Alados, título do novo livro de Don Policarpo.
Conduzido pelo tutor, o sr. Guaxinim, o protagonista levará os leitores ao olho de um furacão: o julgamento final sobre as atrocidades cometidas pelos seres humanos contra o meio ambiente. Agora, o menino terá a responsabilidade de defender sua espécie no Conselho Deliberativo, onde suas decisões definirão o futuro da humanidade.
Convido todos a se entenderem como cidadãos de um mundo profundamente lesionado pela crise ambiental, através da visão de um menino de 3 anos que acaba de conhecer a gravidade da situação e busca salvar a humanidade de seu fim. Com uma linguagem lúdica, a obra ressalta a necessidade de proteger o planeta, a importância da educação familiar e ambiental, além da valorização da memória ancestral e afetiva para promover a proteção da natureza e a paz entre seres vivos.
Dom, Seu Zé e o Guaxinim tentam salvar a pele da humanidade em um julgamento épico que pode levar a extinção da vida no planeta. Com a pretensão de provocar reflexões diversas sobre natureza, infância, família, sob a ótica de uma criança em sua primeira infância, A árvore dos alados pode ser mais uma linda história e também o último alerta.
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Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.
Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.
Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.
A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.
Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.
Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.
Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.