Entre páginas, promessas e datas que anunciam recomeços – Apena Editora

Fim de ano não é só calendário virando, é um eco.
Uma memória que cutuca, perguntando o que fizemos com o tempo que tivemos.
E eu respondo escrevendo, porque às vezes só a palavra sustenta o que o peito não dá conta de dizer.

Em 2025, minhas linhas atravessaram mais uma casa de papel: a “Antologia Natal 2025”, da Editora Apena, com coordenação de Ainê Pena.
Minha presença oficial está na página 27, mas também apareço nas páginas 6, 90 e 98, como quem espalha uma trilha, nem sempre reta, mas sempre sincera, entre os capítulos de uma obra que celebra encontros e recomeços.

E é justamente sobre isso que escrevi ali: sobre o peso e o respiro das horas. Sobre o que prometemos para nós mesmos, e o que realmente cumprimos.

Sempre me pergunto por que temos tanta pressa para desejar feliz ano novo, se às vezes o último nem terminou de cicatrizar.
Talvez porque a virada nos ofereça algo que pouca coisa oferece: um recomeço simbólico, uma chance de olhar para trás sem ficar preso, e olhar para frente sem se perder.

A antologia me lembrou disso: ninguém atravessa o ano inteiro intacto.
Mas quem escreve (e lê) encontra modos de reorganizar o que viveu, dar sentido ao que parecia só ruído e guardar força para o que vem.

Se 2025 me colocou diante de espelhos, 2026 me chama para os passos.
Que cada um faça sua própria retrô, sem medo do que vai encontrar, porque é encarando o que fomos que abrimos espaço para quem queremos ser.

Nos vemos no próximo dezembro, com novos versos, novas cicatrizes, novas luzes e a mesma chama.

— Don Policarpo

 

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Sobre Don Policarpo

DALVILSON DONIZETE POLICARPO
São Paulo – SP
Nascido em 16 de novembro de 1963
Inaugurado/Registrado em 20 de janeiro de 1964

Técnico de Meio Ambiente, Graduado em Geografia, Professor do Estado e Pós Graduou-se em História da África e Docência Superior.
Metroviário por 35 anos onde atuou como Agente de Segurança.
Devido as condições de trabalho requererem muita luta em prol de suas melhorias e devido a eloquência e posicionamentos, foi eleito para a direção do sindicato, para a CIPA e na sequência para a Federação da categoria.
Formulou os projetos de lei 644/16 na ALESP (finalizado) e 6369/16 Câmara Federal, em andamento.

Assim, começou a levantar documentos, na defesa do seu setor e quando percebeu já tinha subsídios para publicar o primeiro livro em 2018, com 55 anos, lança TRAJETÓRIAS E CAMINHOS DA SEGURANÇA METROVIÁRIA DE SÃO PAULO, que conta a história da implantação do Metrô no Brasil e, por necessidade, o Corpo de segurança. Lançado também, em francês.

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