Tim-tim por Tim-tim: um convite para mergulhar na vida

A música “Tim-tim por Tim-tim”, de Don Policarpo, é mais do que uma composição envolvente. É um convite direto para viver com intensidade e presença, sem reservas. Ao longo da faixa, o artista constrói uma analogia sensível entre o ato de brindar e o de se entregar por completo às experiências da vida.

O “tim-tim”, geralmente associado à celebração, ganha aqui um significado mais profundo. Não é apenas sobre comemorar, mas sobre aceitar cada momento em sua totalidade, detalhe por detalhe. Tim-tim por tim-tim. Cada gole representa uma escolha consciente. Apertar o botão. Começar algo novo, mesmo sem saber exatamente onde isso vai dar.

A música conversa com aquele instante em que surge o medo do desconhecido. Em vez de recuar, ela propõe o oposto. Embarcar. Existe uma beleza no risco, na decisão de mergulhar em sentimentos, projetos e relações. Don Policarpo transforma essa ideia em som e reforça que viver de verdade exige coragem para sair da superfície.

Procurar também é parte essencial dessa narrativa. Não se trata apenas de encontrar respostas, mas de se permitir viver o processo. A busca se torna tão importante quanto o destino. A canção não fecha caminhos. Pelo contrário, ela abre possibilidades e convida cada pessoa a interpretar esse brinde à sua própria maneira.

No fim, “Tim-tim por Tim-tim” funciona como um lembrete simples e potente. A vida não acontece pela metade. É preciso apertar o botão, aceitar o convite e se permitir sentir tudo. Intensidade, dúvida, prazer e transformação. Porque é assim, gole por gole, que a gente realmente vive.

 

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Sobre Don Policarpo

Multiartista, geógrafo, escritor, poeta e compositor. Amplamente reconhecido como educador, acumulando mais de duas décadas de forte atuação no cenário cultural paulista e do litoral do estado de São Paulo.
DON POLICARPO
DALVILSON DONIZETE POLICARPO

Técnico em Meio Ambiente, graduado em Geografia, professor da rede estadual e pós-graduado em História da África e Docência do Ensino Superior, Don Policarpo também dedicou 35 anos de sua trajetória profissional ao Metrô de São Paulo, onde atuou como agente de segurança.

Ao longo de sua carreira, envolveu-se ativamente na luta por melhores condições de trabalho. Sua eloquência e seus posicionamentos o levaram a ser eleito para a direção do sindicato, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e, posteriormente, para a federação da categoria. Também participou da formulação dos Projetos de Lei nº 644/2016, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), e nº 6.369/2016, na Câmara dos Deputados.

Foi durante esse período, ao reunir documentos e registros em defesa de sua categoria, que encontrou material para sua primeira publicação. Em 2018, aos 55 anos, lançou ** Trajetórias e Caminhos da Segurança Metroviária de São Paulo **, obra que aborda a história da implantação do Metrô no Brasil e a criação de seu corpo de segurança. O livro também ganhou uma edição em francês.

A partir dessa primeira publicação, Don Policarpo ampliou sua trajetória literária, transformando experiências pessoais, reflexões sociais e sua relação com a cultura em novas obras. Sua produção passou a reunir poesia, música, história e questões sociais, expandindo sua atuação como escritor, poeta, cantor, professor, roteirista adaptador e ator.

Entre suas publicações, destaca-se a coleção ** A Magia da Poesia Cantante **, projeto que aproxima literatura e musicalidade e que chegou ao terceiro volume em 2026. Sua trajetória artística também inclui outras obras literárias, participações em saraus, apresentações musicais, projetos culturais e iniciativas voltadas à valorização da arte, da educação e da literatura.

Em setembro de 2026, recebeu o Prêmio Mceys Qualidade Brasil, na categoria Escritor e Poeta, durante a 12ª edição do evento, realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. A homenagem representou o reconhecimento de sua trajetória literária e de sua contribuição para a cultura.

Don segue ampliando sua produção artística, participando de encontros culturais e levando sua poesia a novos públicos, conectando arte, memória, educação e transformação social.

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